Moodymann lança Picture This gratuitamente

Kenny Dixon Jr é, indubitavelmente, um dos maiores nomes da motor city e, como é natural, sempre que edita algo temos notícia pela certa. Mas, desta vez, o norte-americano foi ainda mais longe e oferece-nos Picture This, uma obra em formato mini-álbum, de forma absolutamente gratuita.

Uma pista: o trabalho de KDJ vale bem mais do que um simples clic.

Para fazerem o download do disco basta clicar AQUI e assinar a newsletter da Scion Audio/Visual, a etiqueta que acolhe Moodymann nesta jornada.

Pantha du Prince e Stephan Abry editam Ursprung

Hendrik Weber (aka Pantha du Prince) e Stephan Abry já estão a ultimar pormenores em torno do seu próximo projecto. Chama-se Ursprung e tem data de edição marcada para 21 de Maio, através da Dial.

Ursprung é um trabalho profundamente influenciado pelo krautrock, onde Weber e Abry exploram territórios mais ambientais, utilizando, para o efeito, a guitarra como principal fonte sonora. Esta não é a primeira vez que ambos colaboram, uma vez que Abry já deu uma mãozinha a Weber em Black Noise, o último LP de Pantha du Prince.

Em jeito de antevisão, a Lyt teve acesso a um dos temas que irá figurar em Ursprung. Chama-se Exodus Now.

Richard Seeley – Gold Air EP


Editora. Glue Music
Cat.
 GL04
Data de Edição. 12.03.12
Género. House

Já conhecemos bem Richard Seeley, muito por culpa das boas edições às custas da Very Very Wrong Indeed. Também sabemos que o britânico edita pouco, mas quando o faz, fá-lo com cabeça, tronco e membros, não deixando nenhum pormenor ao acaso. Esta sua política produtiva aplica-se também à gestão da sua Glue Music, etiqueta criada nos finais de 2010 e que, com cerca de ano e meio de vida, conta apenas com quatro obras em catálogo, mas todas de muito bom gosto. O trabalho que porventura nos impressionou mais chama-se Rude Bishop, o EP que marcou a estreia de Georgiades. O techno escurinho, com o dub a espreitar aqui e ali deixou-nos as boas referências necessárias para não mais deixarmos de  colocar os ouvidos de forma regular nas edições da Glue.
Gold Air é o sucessor de Black Room, um trabalho editado em meados do ano transacto, que contava com uma remistura de Bruno Pronsato para o tema título. O facto de Pronsato surgir novamente a remisturar um tema neste EP (aparece na companhia de Ninca Leece, sob o disfarce de Public Lover) diz muito da forte influência do norte-americano no trabalho de Seeley. A percussão é uma constante e as fortes linhas de baixo ditam a cadência do tema, mas enquanto os temas de Pronsato são mais contemplativos, quebrados e com linhas de baixo longas e quase deambulantes, Seeley joga o mesmo jogo com loops mais curtos, de efeito imediato na pista. A remistura do duo Public Lover para o tema que dá título ao EP é, como habitualmente, suave e com um forte perfume de jazz. Para terminar, o inglês Klunk + Zilly, aka Terry Francis, pega em Always Be e dá-lhe uma roupagem hipnótica e frenética, transformando-o, possivelmente, no registo que mais corpos colocaria a mexer numa pista.

8/10

 

Novo EP de Max Cooper na Traum

Max Cooper tem novo EP preparado para editar na Traum Schallplatten, uma das mais reputadas etiquetas de Colónia, que tem acolhido regularmente o britânico desde  2009. Segundo o próprio, o EP só verá a luz do dia no decorrer de Abril, mas, em jeito de antevisão, Max Cooper já disponibilizou no Soundcloud um dos temas do doze polegadas para aguçar o apetite. Chama-se Raw. Fica o testemunho de Max Cooper sobre as suas motivações aquando da composição deste trabalho e, melhor,  o tema para escutar em stream.

I was pretty frustrated when I wrote this track, because I was working on the EP for Traum and I couldn’t seem to make anything “big” enough….So this is what happened! There is none of the details or intricacies that I usually try to make, instead I stripped the track back completely, and focused only on a small number of key elements which I tried to make as big and nasty as possible, hence why I called it Raw. It will be released in April, vinyl presales already available.

Max Cooper

Benedikt Frey – Fairytale

Editora. Mule Electronic
Cat. mule electronic 86
Data de Edição. 30.01.2012
Género. House

A House é, provavelmente, um dos géneros musicais que mais sofreu com a massificação popular granjeada no início dos anos noventa. A entrada na estrutura industrial adjacente ao mundo da música de instintos comerciais fez com que surgissem inúmeros produtores à procura da receita mais fácil para chegar a todos os mercados. A introdução do formato canção foi, indubitavelmente, o modus operandi mais requisitado para agarrar os ouvidos mais preguiçosos e o mundo começou a perceber que a estrutura quatro por quatro (teimosamente tratada como punts-punts-punts pelos ouvidos mais duros e ressequidos) podia entrar no top de vendas com relativa facilidade. Já muito se escreveu e disse sobre a falta de qualidade de muita da House feita desde os noventas até ao presente. Os maus exemplos não têm fim. Podia enumerá-los aqui e agora. Mas não o vou fazer. Porquê? A razão é simples: por cada cem discos de house de qualidade duvidosa editada nos últimos vinte anos, saiu um disco extraordinário, capaz de nos ficar na memória ad eternum. Olhando para as coisas deste modo, não me importo nada que se faça má House. O recente revivalismo da House que se denota desde há três ou quatro anos para cá já nos deu a conhecer muitos e bons produtores, capazes de trazer algo de novo ao movimento ou então simplesmente reinventar o que de melhor foi feito nos primórdios. Benedikt Frey encaixa perfeitamente neste distinto rol de produtores. Frey é alemão, natural de Darmstadt e habitualmente assina as suas produções como Südmilch. Estreou-se nas edições em 2007 pela mão da Autist e, desde então, já editou em etiquetas como a Rotary Cocktail, Pour Le Mérite ou Numbolic. Em comum o facto de todas as suas edições, ora mais intensas ora mais relaxadas, se pautarem por uma sensibilidade e alma únicas. A sua house tem reminiscências de Chicago, com uma pitada jazzy no momento certo e a elegância patente nos seus trabalhos é de fazer água na boca a clássicos como Terre Thaemlitz, Kenny Dixon Jr. ou Theo Parrish. Este Fairytale é o seu primeiro trabalho assinado com o nome de baptismo e funciona como uma espécie de obra-prima do alemão (pelos menos até à data). Um trabalho incrível que faz com que toda a obra de Frey até ao momento pareça ter servido de estágio para este conto de fadas.

10/10


Novo álbum de Alex Under em streaming

Sete anos volvidos desde a edição do debutante Dispositivos de Mi Granja, o madrileño Alex Under regressa às edições em formato LP, agora pela mão da escocesa Soma. La Maquina de Bolas vai ser editado no próximo dia 26 de Março, mas já podemos provar um pouco da obra no site da editora. Para escutar o disco do espanhol em streaming basta clicar AQUI.