Melhores álbuns de 2011. Top 40 [10-1]

10. Emptyset. Demiurge. Subtext.
A dupla composta por James Ginzburg e Paul Purgas surpreendeu-nos em 2009, com o debutante e homónimo LP editado pela Caravan. Até então, poucos se tinham atrevido a “esticar” tanto os graves, ao ponto de tal obra ter sido considerada pela BBC “um exercício bass quase académico”. Volvidos dois anos, a pesquisa continua e o mais curioso é que este disco consegue ainda ir mais longe que o antecessor.

9. Byetone. Symeta. Raster-Noton.

Sempre que Olaf Bender edita, a fasquia é colocada nos píncaros. E não é para menos. Mais um disco com todos os tiques característicos da Raster-Noton, mas com a particularidade de Olaf piscar o olho ao techno como mais nenhum consegue no espectro da editora germânica.

8. Extrawelt. In Aufruhr. Cocoon.

In Aufruhr foi, indubitavelmente, uma das surpresas do ano. Poucos esperavam que os Extrawelt enveredassem por campos mais experimentais na abordagem ao novo álbum, mas em boa hora o fizeram. O disco mistura momentos introspectivos com puro gáudio de pista, conseguindo atirar para trás das costas o ligeiro enfadamento que encontrávamos no estreante “Schöne Neue Extrawelt”.

7. Lucy. Wordplay For Working Bees. Stroboscopic Artefacts.
O italiano Luca Mortellaro estreou-se pela Meerestief em 2007, mas já há algum tempo que havia idealizado o conceito por detrás da sua editora. Em 2009, e já em Berlim, a Stroboscopic Artefacts estreou-se, obviamente com um 12″ de Lucy. De lá para cá, o som de Lucy tem vindo a ganhar sujidade e pó. A limpeza de algumas edições iniciais deu lugar a um techno denso, de cariz experimental, com laivos ruidosos a espaços, sendo esta a receita que compõe este Wordplay For Working Bees.

6. Morphosis. What Have We Learned. Delsin.

Quando nos falam do Líbano vêm-nos à cabeça os recentes conflitos de índole político-religiosa, as incríveis paisagens naturais ou até mesmo as belíssimas e autóctones mulheres. Por conseguinte, a música electrónica ou o techno em particular, não figura regularmente no imaginário do médio-oriente. Acontece que a democratização da música electrónica e das respectivas formas de produção têm alastrado um pouco por todo o planeta, num fenómeno que não é de hoje. Podemos afirmar que tal desígnio começou em meados dos anos 90, com particular afirmação no decorrer da primeira década do novo milénio. Morphosis é Rabih Beaini, um nome que já se mexe nestas andanças desde os anos 90. Em 96 mudou-se para Itália para trabalhar intensamente em estúdio e em 2001 estreou-se nas edições com The Last Temptation. What Have We Learned é um disco carregado de influências seminais de techno, com uma sensibilidade ímpar. Um mimo para os ouvidos!

5. Margaret Dygas. Margaret Dygas. Perlon.

Mais um excelente disco de Margaret Dygas, no seguimento do conceptual How Do You Do. É actualmente uma das referências do denominado techno avant-garde, onde a pista dá prioridade às coordenadas mais experimentais. Um trabalho para dissecar e ouvir de ouvido bem aberto…

4. Patten. GLAQJO XAACSSO. No Pain In Pop. 

Ninguém sabe muito bem quem está por detrás do projecto Patten, mas uma coisa é certa: GLAQJO XAACSSO é um dos discos do ano. A desconstrução da fórmula dançável e a aposta na distorção em detrimento da pureza causaram-nos mais ou menos o mesmo efeito que Hazyville, o debutante registo de Actress.

3. Kangding Ray. Or. Raster-Noton.

Há quem diga que Kangding Ray é o embaixador mais emocional da Raster-Noton. Nós concordamos e essa é uma tendência que se tem vindo a acentuar nas últimas edições do francês. Or é um disco intenso, meticulosamente produzido e de coração cheio.

2. Dominik Eulberg. Diorama. Traum Schallplatten.

A paixão de Dominik pela natureza e pela Westerwald natal já deu muitos e bons frutos. Este é o mais recente e, porventura, um dos mais doces da sua carreira. Cada tema é dedicado a um animal, planta, elemento ou fenómeno natural da sua Floresta do Oeste, tornando, simultaneamente, este Diorama num dos maiores embaixadores do património natural  e artístico da Alemanha.

1. Robag Wruhme. Thora Vukk. Pampa.

Robag é um tipo bonacheirão, simpático e sensível. E tudo isso se reflecte na sua obra. Depois da estreia em 2004 no formato LP, pela Musik Krause de Wendelin Weissbach e Stefan Carl, o maior embaixador da cidade de Jena regressou com este belíssimo Thora Vukk. A espera foi-nos largamente recompensada. Thora Vukk é uma obra auto-biográfica, onde Robag coloca toda e qualquer influência pessoal. A paixão de longa data, o jazz, ganha todo um novo destaque neste trabalho, fazendo com que, na actualidade, Wruhme seja um dos autores que melhor celebra o casamento entre o techno e o género supra citado. O disco de Robag só peca pela duração. Quando chega ao fim, fica sempre uma vontade enorme de ouvir mais…

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