Melhores remisturas de 2011. TOP 30 [15-1]

Depois de darmos a conhecer a primeira parte do nosso TOP30 relativo às remisturas que fizeram o ano de 2011, cá estão os derradeiros quinze temas.


 15. Arandel. In D#7 (Mr Raoul K Remix). Infiné
O In D de Arandel foi, indubitavelmente, um dos grandes discos de 2010, cruzando o techno com coordenadas neo-clássicas, uma marca a qual a Infiné não é, de todo, alheia. Aquando da edição do álbum, foi grande a expectativa criada em torno das já anunciadas remisturas. Podíamos destacar as recriações mais doces de Bruno Pronsato ou Sinner DC, mas o trabalho do costa-marfinense Mr Raoul K foi o que nos consquistou, muito por culpa da mescla cultural aqui presente: África vs Neo Classicismo vs Detroit.


 14. Dominik Eulberg. Teddy Tausendtod. (Stephan Bodzin Flamingo Mix). Traum
Bodzin admitiu recentemente que o aparente abrandar da sua produtividade se prende com o facto de estar a dedicar mais tempo ao planeamento e gestão da sua Herzblut. O que é certo é que as mais recentes remisturas de Bodzin continuam a provar que o veterano não lhe perdeu o jeito. São três as remisturas que Stephan realizou para o amigo Dominik. A nossa favorita é a Flamingo Mix, devido à suavidade e à toada de “Pára-Arranca”.


 13. Cio D’Or. Magnetfluss (Milton Bradley Remix). Prologue.
Um dos trabalho mais profundos e cinzentos do ano. E já se sabe, quando se fala da Prologue, quanto mais cinzento melhor…


 12. Caribou. Found Out (DJ Koze Remix). City Slang.
Stefan Kozalla já nos provou dezenas de vezes o quão bem remistura. Pela técnica, pelo estilo, pela peculiaridade dos sons que utiliza e pela revolução que confere aos temas. Esta remistura para Dan Snaith inclui o pacote todo.


 11. He & She. Videt (Kollektiv Turmstrasse Remix). Musik Gewinnt Freunde.
Depois da estreia em formato LP com Rebellion der Träumer em 2010, os Kollektiv Turmstrasse dedicaram o ano de 2011 a espalhar amor por intermédio de remisturas. Já o tínhamos evidenciado na remistura para M.A.N.D.Y e Booka Shade, algo que agora salta ainda mais ao ouvido neste trabalho para o projecto He & She.

10. Brandt Brauer Frick. You Make Me Real (Lance Gamble Remix). Studio !K7.
Pegar num trabalho a meio caminho entre o Jazz e o Techno e transformá-lo em Dub. Parece difícil? Não para Lance Gamble.

9. WhoMadeWho. Every Minute Alone (Michael Mayer Remix). Life And Death.
Uma canção para ouvir às cinco da manhã num qualquer club. Se há alguém que conhece essa receita, esse alguém é Michael Mayer.

8. Plastikman. Disconnect (Alva Noto Remodel) . M_nus.
São muitas  e boas as remisturas presentes na série Replikants, mas o valor sentimental de Disconnect e a mestria de Carsten Nicolai sobrepõe-se a tudo o resto.


7. Loraine & Saytek. Fundamental (Helmut Ebritsch Mighty Mix). Lucidflow.
O tema original, apesar de interessante, não encanta por aí além, mas a remistura de Ebritsch vale bem a aquisição do ficheiro (sim, infelizmente não há planos para a edição em formato vinyl).


6. Sven Kacirek. Kayamba Tuc Tuc (Lawrence Edit). Pingipung.
Depois de aqui falarmos de Mr Raoul K, fazemos mais uma incursão em África, desta feita através de uma ponte entre o Kénia e a Alemanha. As Kenya Sessions de Kacirek constituem um dos acontecimentos musicais do ano, aqui exponenciados pela mão de Peter Kersten.


5. Extrawelt. Neuland (Robag Wruhme Rekksmow 001). Darkroom Dubs.
Robag foi um dos nomes em maior destaque no decorrer do ano que agora acabou. Por todas e mais algumas razões. Esta foi apenas uma delas.


4. Efdemin. There Will Be Singing (DJ Koze Remix). Dial
Mais um trabalho absolutamente brilhante de Koze. A mais forte de todas as remisturas feitas para os originais presentes em Chicago.


3. Agoria. Singing feat Scalde (Dixon Mix). Innervisions.
Como já tínhamos referido aquando da review que escrevemos sobre este trabalho, a galvanização presente na interpretação do patrão da Innervisions é absolutamente arrepiante.


2. Morphosis. Too Far (Dettmann Definition 1). Delsin.
Marcel Dettmann é muitas vezes criticado por se movimentar num registo muito semelhante, com as suas produções a não registarem grandes variâncias. É certo que esta característica pode ser apontada a muitos produtores, mas ainda há quem seja capaz quebrar o gelo de vez em quando, como é o caso do alemão, nesta remistura para Morphosis.


1. Kollektiv Turmstrasse. Heimat (Robags Turmkolle Rekksmow). Connaisseur.
A nossa remistura favorita de 2011 cabe a um suspeito do costume. A sensibilidade de Robag aplicada à fórmula doce dos Kollektiv Turmstrasse resulta em pura magia. E apesar de todo o mel presente no tema, Robag ainda reservou um pouco de acidez para os últimos instantes do tema. Impressionante!

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